sábado, 28 de abril de 2007

Perguntas

Onde foi parar os R$ 150 mil reais da indenização que o Campinense recebeu depois de ter saído do Plínio Lemos?

Alguém sabe o que foi feito com o dinheiro da venda das ações da Campinense S.A?
(o torcedor deve lembrar que na época Lamir Mota vendia as ações para transformar a Raposa num clube empresa)

Quando o Treze vai realizar eleições, uma vez que está sem presidente desde o final do ano?

Aceitamos respostas.

Moído grande

O volante Júnior Cearense soltou o verbo. Defende-se (com todo o direito) da acusação de ter recebido uma gratificação do Treze para vencer a partida contra a Desportiva Guarabira.

Já o técnico Maurício Simões rebateu as acusações do volante. Garante que nunca jogaria uma partida para perder. Também tem todo o direito de se defender.

A verdade é que essa história ainda vai render muito. Os raposeiros acompanham revoltados toda essa suposta armação.

E não cabe a ninguém julgar de onde partiu.

Não quero entrar nos méritos (até para não me acusarem de calúnia e difamação), mas acho muito difícil os raposeiros acreditarem na versão de Simões.

Até porque a história recente contrasta com a afirmação de que não jogaria uma partida para perder.

Só que no ano passado (com o Treze já classificado) Simões colocou em campo um time reserva com o objetivo de perder para o Botafogo, uma vez que a vitória do Galo ajudaria o Campinense.

E isso os raposeiros não esqueceram.

Nota de esclarecimento

O técnico do Treze fala da sua vinda para o Treze, explica fatos, e ainda sobre profissionalismo.

Sobre minha vinda para o Treze...

Os meus 18 anos de trabalho como técnico de futebol foram respaldados por atitudes conscientes e orientações éticas às equipes que estiveram sob meu comando. Não seria diferente agora. Mas quando acusações infundadas que partem de um “profissional” atingem a honra, exigem resposta; não por incomodar a consciência de quem trabalha com seriedade, mas para não permitir que a opinião pública seja mal conduzida, mal esclarecida.
Todos sabem que, este ano, aqui na Paraíba, meu primeiro compromisso foi com o Campinense Clube. Aceitei o desafio e o cumpri, com seriedade, até o fim. O meu objetivo e da minha equipe era, a princípio, classificar o time rubro-negro para o quadrangular do segundo turno. Não conseguimos. A última rodada era decisiva pra todos que disputavam uma vaga na reta final da segunda fase. E os resultados favoreceram o Treze, não por causa de nenhuma “ajuda” indireta, mas pelo próprio resultado do jogo do alvinegro (Treze 4 x 2 Auto Esporte). Não esqueçamos de que um empate da equipe trezeana classificaria o Campinense e esse era um dos motivos pelos quais entrei em campo para VENCER.

JAMAIS faria diferente! “Abrir jogo?” Para um profissional como eu, é impensável. Cada um trabalha em prol de si e de objetivos comuns a uma equipe. E o faço com muita seriedade e consciência de agir corretamente.

Naquele domingo, no intervalo do jogo, na vestiária do Campinense, todos os atletas viram um treinador inconformado com a derrota momentânea. E, energicamente, cobrei e corrigi o posicionamento da minha equipe. Não me importavam os outros resultados nem a cobrança de parte da torcida para “perder” o jogo. Entro em campo pra vencer... E não tomaria, naquela oportunidade, nenhuma atitude que viesse, com pouco tempo depois, manchar o meu trabalho nem o de qualquer profissional que estivesse ali comigo. E fiquei triste quando li a afirmação de um jogador: “Depois (na volta para o segundo tempo) eu entrei sem aquele tesão... Eu não tô nem doido de fazer gol nesse jogo”. Vi, nesse caso, um “profissional” medroso, que não teve uma postura ética de alguém que assume seus atos, mesmo contradizendo sua torcida.
Qualquer torcedor, apaixonado, teria o direito de pedir o que fosse em nome de uma rivalidade entre dois times. Porém, uma equipe profissional tem de agir, sempre, com profissionalismo e respeito ao trabalho que faz.

Naquele domingo, eu vivi a minha derrota e a dor de não ter sido compreendido por quem queria “abrir jogo”. Será que o profissional que pensou nessa possibilidade também não pensou na possibilidade de manchar sua carreira pro resto da vida? Será que alguém também pensou nas imputações criminais ao se “manipular” um jogo de loteria esportiva? Dois jogos do Campeonato Paraibano (Souza x Nacional e Campinense x Desportiva) eram os jogos 10 e 11, respectivamente, do concurso 261 da Loteca.


Vale salientar que até o término do meu compromisso com o Campinense, não havia, de minha parte, acerto nenhum com outro time. E até houve sondagem de outras equipes, mas do Treze, não. O Treze também soube respeitar o profissional que estava no seu comando técnico. Minha vinda para o alvinegro só foi acertada na segunda-feira, dia 23 de abril. Desminto, portanto, o que, levianamente, comenta-se: não me foi oferecido nenhum dinheiro (50 mil reais? 30 para jogadores? 20 para comissão?). Por que o Treze pagaria por um resultado que eu buscava, naturalmente? Eu queria classificar o Campinense e precisava da vitória! Com um “prêmio” desse, eu não precisava arriscar mais nada... Talvez minha opção fosse descansar e esperar a próxima temporada.

Aceitei o desafio de buscar o tri-campeonato alvinegro (e meu tetracampeonato paraibano) com a consciência do dever cumprido do outro lado; com a naturalidade de qualquer profissional que, em não tendo mais compromisso com outro time, estava aberto à negociação com qualquer equipe. Por que não aceitaria? Por receio de me julgarem por nada de errado que cometi? Não sofro influência de opinião de apaixonados, estejam eles onde estiverem. Sou pro-fis-sio-nal!!! E não cabe também presumir qualquer atitude indelicada de uma diretoria que conheço, com a qual já trabalhei, que age com honestidade, respeito e seriedade. E que, por já me conhecer também, sabe da minha postura profissional. Para quem tiver dúvida sobre nossa negociação financeira, abro a minha intimidade e dou o direito de checar, junto à diretoria financeira, recibo assinado, com valor e data de recebimento.

A quem calunia, difama... cabe um processo judicial. Vai recebê-lo! Pela incompreensão de alguns, só me resta lamentar e dizer que continuarei trabalhando com a dedicação de sempre e, sobretudo, com a consciência tranqüila.

Maurício Simões

No AES

Notícia publicada no site Agora Esportes:

Junior Cearense “solta o verbo”

WÊNIA BANDEIRA
REDAÇÃO AGORA ESPORTES

Campina Grande, PB – O volante do Campinense, Junior Cearense, “soltou o verbo” nesta sexta-feira 27. De acordo com o jogador, a vitória do Campinense sobre a Desportiva Guarabira foi tramada pelo Treze. Em entrevista exclusiva ao Portal Agora Esportes, o atleta garantiu
que Maurício Simões, então técnico do Campinense, recebeu alguma coisa em troca da vitória e da ajuda dada ao Treze para que o alvinegro se classificasse para as semifinais. Junior informou que na quinta-feira 19, que antecedeu o dia do jogo, Luiz Carlos, Auxiliar Técnico, falou que se não fosse para classificar o rubro negro era pra cair os três grandes, ou seja, Treze, Botafogo e Campinense.

De acordo com o jogador, já no sábado, véspera do jogo, o discurso mudou. “Ele disse que agente tinha que ganhar porque ficaria feio para a gente e ficaria difícil para conseguir trabalho depois. Que a gente é profissional e que tinha chance ainda.
Então ele mudou muito rápido de idéia”, declarou. Cearense disse também que ouviu dentro do Campinense que havia sido dado dinheiro para a toda a comissão técnica.
Emanoella Callou/AESCampinense em campo após 20 minutos de atraso para troca de camisas
“Falaram que o Treze já tinha acertado antes do jogo R$ 40 mil para Simões. Eu não vi o dinheiro, mas é o que fiquei sabendo”. Segundo o volante, só o fato de Maurício ter saído do Campinense direto para o Treze já é algo muito sério. “Ele ter ganho o emprego no Treze com certeza foi prêmio pela vitória do Campinense.

Eu mesmo, por profissionalismo, só iria para o rival no mínimo um ano depois”. Ele completou dizendo que com Simões ele não joga mais. “Daqui a um ano se eu for chamado para o Treze, vou saber primeiro se o Campinense tem interesse em mim.

Se não vou saber se é Simões que está treinando. Com ele eu não trabalho nunca mais”.
Emanoela Callou/AES
Simões; lágrimas de crocodilo?


Junior salientou que se decepcionou com o treinador. “Eu me decepcionei com Simões por ele estar no Campinense e no mesmo dia à noite dispensaram Arnaldo Lira no Treze e chamaram Simões. Ele sai da nossa equipe e vai pra a rival? Isso ta mal explicado”.

Junior Cearense lembrou ainda das lágrimas do professor depois da partida. “No fim do jogo ele chorou e agradeceu jogador por jogador pela vitória. Isso tudo é muito estranho”.

O atleta deixou claro também que não fez parte da negociação. Ele garantiu que se alguém tivesse falado que era pra perder o jogo, ele não jogaria e que só está falando sobre isso porque falaram que ele, Stênio e Junior Ferrin teriam recebido R$ 10 mil para ganhar o jogo.

“Eu saí escondido por que não podia andar na rua, com a torcida com muita raiva dos jogadores e nós não ganhamos nada. Eu fui ameaçado de morte por torcedores. Tive que voltar para Fortaleza escondido”.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Critério

É um equívoco esse critério de indicação para o segundo representante na Copa do Brasil na Paraíba.

Acaba premiando a terceira equipe.

Nos outros estados é realizada uma Copa para definir o segundo representante. É até uma forma de manter os desclassificados do Estadual em atividade.

A FPF junto com os clubes deveriam repensar esse critério.

O problema é que nas reuniões do arbitral faltam cabeças pensantes.

Os dirigentes parecem lagartixas. Só fazem balançar a cabeça com as sugestões (ou seriam imposições?) de Rosilene Gomes.

Fora

Pelo andar da carruagem o Campinense não vai nem ficar com a vaga na Copa do Brasil.

É que se Treze e Atlético mantiverem a vantagem e chegarem a final do turno, a vaga ficaria com o Sousa, que tem a melhor pontuação na classificação geral.

Explica-se: Treze ou Atlético decidiriam o campeonato contra o Nacional.

O Nacional e o campeão do segundo turno já teriam vaga na Série C. O campeão paraibano também ficaria com vaga na Copa do Brasil.

O regulamento diz que o clube melhor colocado, desde que não seja campeão nem do primeiro e nem do segundo turno, fica com a outra vaga na Copa do Brasil.

Nesse caso é o Sousa.

Falação

Em entrevista depois da partida o técnico Maurício Simões (Treze) disse que se o Sousa quiser ganhar no “bocão” vai ter que brigar com ele.

É um recado direto para Aldeone Abrantes, presidente do time sertanejo.

Simões sentiu no segundo turno pelo Campinense o clima de um jogo do Marizão. Por isso deu logo um recado para intimidar Abrantes.

Aldeone afirmou que se o título do Paraibano for decidido dentro de campo, o Sousa não teme nem Treze, nem Atlético e muito menos o Nacional.

Deu a entender que o futebol paraibano é decidido nos bastidores.

Já ouvi muitas coisas a respeito disso. Falaram até de uma fita que um diretor do Treze ameaçou (só fez ameaçar) revelar.

Porém ninguém denuncia, nem prova nada.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Na segundona cearense

Dois jogadores do Campinense devem disputar a Segunda Divisão do Campeonato Cearense.

O meia Júnior Cearense e o atacante Stênio estão negociando com o Horizonte.

Júnior está praticamente certo.

Já no caso de Stênio o impasse está no salário.

O clube não quer pagar mais que R$ 2 mil.

Revolta

Os torcedores do Campinense encontraram culpados para a má campanha do time.

Um deles é o ex-diretor de futebol, Renato Cunha Lima, que andou discutindo com dirigentes e membros da antiga comissão técnica.

Prova disso é que já existe um movimento para mudar o nome do estádio “O Renatão”.

Alguns torcedores até já arrancaram a placa que tinha o nome do ex-.presidente.

E como aconteceu em 2004, a história ganha conotações políticas, que deve ter o desdobramento nas eleições municipais do próximo ano.

De primeira

O presidente do Campinense Carlos Lira me confirmou hoje que vai renunciar o mandato provavelmente no início de julho.

A intenção é antecipar as eleições e dar tempo a nova diretoria para trabalhar para a próxima temporada.

A saída de Lira era uma certeza. Ele já vem sendo muito criticado nas últimas temporadas.

O caminho está aberto para quem quiser assumir o clube.