quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Respostas III

Não é a primeira vez que empresários aportam no Treze. Se bem que desta não são empresários de jogadores.

Mas pelo jeito os que estão por lá querem entrar de vez no mercado do futebol. Prova disso é que Luiz Augusto se apresentou em Portugal como empresário de Weverson.

Já tinha acontecido de esse mesmo grupo ter investido dinheiro nos direitos federativos de Kléber, Beto, Da Silva, Márcio Alemão, Alisson e outros.

Voltando ao passado, todos lembram que no passado Franck Henouda (o francês) também investiu no Treze. Depois foi a vez de Flávio Almeida, que foi presidente.

Na época se fez muito barulho pelo fato de Luiz Cláudio (ex-Vasco) ter os seus direitos federativos vinculados ao Treze.

Neste momento acontece a mesma coisa do passado. Beto está vinculado ao Treze, mas o dinheiro do empréstimo foi para uma conta em Recife.

A diferença entre o passado e o presente é que as coisas agora deram certo. O time foi bicampeão estadual.

Não tenho dúvidas que a partir do momento que as coisas não derem mais certo essa parceria será questionada. Talvez não por diretores. Mas pela torcida.

A minha opinião é que esse tipo de parceria é boa para o presente, pois os títulos aparecem. Mas quando o grupo forte sair corre-se o risco de a equipe não poder caminhar com as próprias pernas. Isso porque muitas vezes não há investimento nas categorias de base. Formam-se times para uma temporada. É a visão imediatista.

É apenas a opinião de quem está analisando a situação friamente, sem paixão.

Não custa nada dá uma olhada no exemplo do Corinthians.

Respostas II

Uma fonte me confidenciou como funcionam as negociações no Treze.

O grupo (ou parte dele) que financia, na verdade investe (eu disse investe), no alvinegro tem a maior parte nas negociações.

A fonte me revelou que os empresários (os diretores) investem no Galo, obviamente esperando retorno. Bancam o time nos campeonatos, mas em qualquer negociação que o clube fizer (inclusive com jogadores das categorias de base) os diretores têm direito a 80% do valor e o clube fica com 20%.

Daí, acredito eu, o Luiz Augusto (que é diretor de futebol do clube) apresentar-se em Portugal como empresário do jogador.

Não resta dúvida que depois que esse grupo assumiu o comando, o Treze deu uma guinada.

Porém esse post revela que o investimento desses empresários no alvinegro não é só por amor. É bom ressaltar esse ponto, pois criou-se em Campina Grande uma mística de que eles gastam (e muito) no Treze só por amor.

É inegável a paixão deles pelo clube, mas também eles pensam em recuperar (e multiplicar) a grana que investiram.

Respostas

Um anônimo (sempre ele) me fez uma pergunta no post que escrevi sobre o zagueiro Weverson, negociado por três temporadas com o Belenenses de Portugal. Abaixo republico as questões para tentar respondê-las:

Anônimo diz: "Queria saber quem é o empresario desse jogador..e se ele ainda é do Treze...E SE O tREZE GANHOU ALGUMA COISA COM ISSO...OU SE FOI UM CASO IGUAL AO DO BETO..COM O MESMO DESVIO DE DINHEIRO...POIS AFINAL ESSE JOGADOR ERA DAS DIVISÕES DE BASE DO TREZE E NINGUEM COMPROU ELE NÃO.... "

O empresário do jogador é Luiz Augusto, atual diretor de futebol do Treze. Pelo menos foi assim que ele se apresentou em Portugal.

Como o jogador foi criado nas categorias de base ainda pertence ao Treze. É o mesmo caso de Beto, que apesar de não ter saído do alvinegro, ainda tem contrato com clube.

Se o dinheiro da negociação entrou na conta do Treze ou foi para uma conta em Recife como o caso de Beto não sei responder. Em tempo: o caso do empréstimo de Beto foi divulgado com exclusividade (e com provas) aqui no blog.

Nos próximos posts respondo melhor como funcionam as coisas no Galo.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Problema

Mesmo o presidente José Ivan dizendo que Maurício Simões era o preferido da torcida não foi isso que ficou evidenciado na pesquisa feita pela Rádio Espinharas, semana passada.

Simões foi rejeitado pela maioria dos participantes da enquete.

Mas ese não é o maior problema para o treinador. Até porque já aconteceu isso quando se transferiu do Campinense para o Treze.

Problema mesmo ele tem com o volante Raminho. O jogador, campeão em 2006, brigou com o treinador logo após o jogo do título e prometeu: "não trabalho com Simões".

Vamos ver como será a convivência dos dois.

Em outro post detalho os motivos da confusão.

De primeira

Depois de várias negociações, o Nacional de Patos conseguiu acertar com o técnico Maurício Simões.

O treinador sempre foi o preferido do presidente José Ivan. Ele até chegou a conversar com o técnico Flávio Araújo, mas não foi muito longe.

Simões se apresenta terça-feira (07/08), às 15h, no estádio José Cavalcanti.

domingo, 5 de agosto de 2007

Conformismo

Parece que alguns jogadores nasceram para jogar em times pequenos.

É comum aqui na Paraíba observar alguns destaques, mas quando se pensa que o jogador vai para um clube maior, ele acaba ficando na mesma ou até mesmo regredindo.

Dou como exemplo o bom atacante Fredson, um dos artilheiros e destaque do Sousa.

Depois do Paraibano, Fredson foi disputar a segunda divisão do cearense, passou pelo Potiguar e agora retorna ao Estado para jogar a segunda divisão pelo Paraíba, de Cajazeiras.

Outro exemplo é Delany, que sempre se destacou pelo Nacional de Patos. Esteve no Botafogo, mas não conseguiu reeditar as boas atuações. Agora vai disputar a Segundona pelo Cruzeiro de Itaporanga.

Sinceramente não sei o que acontece com esses jogadores. Talvez seja questão de mentalidade. Ou então de falta de profissionalismo. Nos clubes maiores exige-se um grau maior de profissionalismo.

Porém aposto que é mais questão de mentalidade, de sonhar um pouco mais alto. Eles mostraram que têm futebol para jogar num clube maior.

Grande chance

O garoto Weverson, ex-Treze, tem a grande chance de sua carreira. Foi negociado com o Belenenses por três temporadas.

O técnico Jorge Jesus afirmou que o jogador ficará em observação. Se conseguir se destacar será integrado ao plantel principal do clube português.

Como é um jogador que mostrou personalidade, Weverson tem tudo para se firmar como titular no Belenenses.

Despercebida

A eleição no Campinense passou despercebida nos jornais impressos do Estado.

Nenhum jornal que circulou no domingo, dia da eleição, trouxe uma linha sequer sobre o processo eleitoral.

Ou o Campinense está sem prestígio ou meus colegas jornalistas estão desinformados dos fatos que acontecem no Campina Grande.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Destaques

O meu amigo jornalista Daniel Brito do Correio Braziliense certa vez me disse que falta um melhor planejamento para a Paraíba ter um clube na Série B. Ele ressaltou que os times têm qualidade, mas falta planejamento.
A prova disso é que nos últimos anos jogadores que passaram por aqui estão em clubes das Séries A e B.

Fiz um levantamento rápido e vi que ele tem razão. Muitos jogadores que atuaram no futebol paraibano têm se destacado em outros clubes. Confira:

Wagner Diniz (Vasco-RJ) - jogou pelo Treze em 2004. Chegou inidicado por Arnaldo Lira. Veio do CRB sem nenhum prestígio, pois na época o Galo tinha várias estrelas. Jogava no meio-campo onde não se destacav. Mas a ousadia do técnico Luiz Carlos Cruz em escalá-lo na lateral-direita foi suficiente para decolar na carreira.

Roberto Lopes (Vasco-RJ) - Jogou no Campinense em 2005. Nunca foi titular, mesmo tendo sido um atleta que todos os que o viram atuar afirmavam que era um excelente jogador. Foi para o Madureira-RJ e em seguida para o Vasco, onde é titular.

Rodrigo Tabata (Santos-SP) - Chegou ao Treze no início de 2001 indicado pelo técnico Juninho Fonseca. Era ainda um garoto e veio com o atacante Fabio Zeni, que não se firmou no time. Mas Tabata logo se destacou. Jogou no Guarany-CE e Paulita antes de voltar ao Campinense e fazer uma excelente Série C. Depois jogou no Góias e foi contratado pelo Santos.

Adriano (Internacional-RS) - Jogou no Botafogo de João Pessoa, ano pasado, onde se destacou. Foi contratado pelo Treze para a Série C, mas não repetiu as boas atuações. Voltou ao Adap-PR fez um excelente Campeonato Paranaense. Contratado pelo Inter jogou oito vezes e já marcou quatro gols.

Marquinhos Mossoró (América-RN) - Jogou no Treze em 2004 e este ano retornou. Não fez boas atuações e foi dispensado. Foi para o ABC-RN, se destacou e recebeu uma proposta do rival. É titular absoluto do time rubro.

Túlio (Coritiba-PR) - É natural de Campina Grande, mas destacou-se primeiro fora do Estado. Em 2005 esteve no Treze. Não fez boas atuações, mas logo foi levado de volta para o CRB-AL, onde já tinha atuado. Se destacou e depois foi para o Santo André, onde manteve a regularidade, e despertou o interesse do Coritiba.

Kelson (Criciúma-SC) - É natural de Campina Grande, filho do ex-zagueiro Israel. Surgiu no Treze, mas não conseguiu se destacar. Porém fora daqui sempre foi artilheiro. Jogou no Itacuruba onde foi um dos artilheiros do Pernambucano e logo se transferiu para o Santa Cruz. Atuou ano pasado na Copa Paraíba no Campinense. Foi para o novo Hamburgo e atualmente é o segundo artilheiro do Cricúma na Série B.

Fabiano Gadelha (Marília-SP) - Sempre se destacou quando jogou no Treze em 2004. Não foi à toa que rodou por Sport-PE, Rio Branco, São Caetano. Atualmente é pretendido pelo Palmeiras.

Fábio Recife (Marília-SP) - Jogou no Treze ano passado, mas não chegou a ser unanimidae entre a torcida. Hoje oscila na titularidade do clube paulista.

Kléber (São Caetano-SP) - O zagueiro chegou ao Campinense em 2003 indicado por Pedrinho Albuquerque com quem tinha sido campeão no Corínthians de Caicó. Quando veio para a Paraíba, Kléber já tinha decidido encerrar a carreira. Inclusive já montava um negócio ao lado do pai em Londrina. Se destacou na Raposa foi para o Treze, depois Criciúma, Sport e São Caetano.

Beto (São Caetano-SP) - O baixinho sempre foi um jogador diferenciado desde a época do Auto Esporte. Veio para o Campinense, onde foi campeão e se transferiu para o Treze. De lá foi para o Fluminense, Náutico até chegar ao São Caetano esta semana.

A lista certamente é bem maior. Mas com esse nomes dá para perceber a qualidade do futebol paraibano nos últimos anos.

PS - Se algum leitor lembrar de mais alguém pode indicar, pois a partir de hoje vou tentar criar no blog um informativo do paradeiro de jogadores que passaram por aqui. Lógico que vamos abordar as três séries do Brasileiro, estaduais e futebol internacional.
A sua colaboração também é importante.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Mais um tempo

Pelo andar da carruagem somente na segunda-feira, o Nacional de Patos vai anunciar o novo treinador.

O presidente José Ivan passou todo o dia mantendo contato com Maurício Simões e se despediu dizendo: "ligo para você daqui a três dias".

José Ivan já conseguiu que a Prefeitura de Patos pague a moradia de Simões.

Nos bastidores comenta-se que Simões está fazendo muitas exigências.